INSTITUCIONAL

Decanas Cláudia Garcia e Olgamir Amancia ressaltam autoconhecimento e apostas em eventos como propulsores do sucesso em 2017. Vencer a evasão e levar UnB à sociedade são desafios

 

Administração superior da UnB completou um ano de gestão. Decanatos elegem destaques. Foto: Secom UnB

 

A tônica do começo da gestão 2016-2020 na UnB foi organizar setores. A partir dessa ideia, o objetivo é investir no crescimento da instituição até o fim do mandato. Para a série especial sobre este primeiro ano, a Secretaria de Comunicação ouviu representantes de cada um dos oitos decanatos para saber quais foram as principais conquistas da fase inicial e quais desafios se apresentam para a continuidade. Nesta edição, as decanas do DEG, Cláudia Garcia, e do DEX, Olgamir Amancia, destacam as realizações de suas pastas no período.

 

A própria jornada de autoconhecimento do Decanato de Extensão (DEX) em 2017 já significou expansão. Ao longo dos meses, o setor, que possui ênfase na aproximação entre sociedade e academia, mapeou seus projetos e programas, com foco especial naqueles que funcionavam, mas não estavam bem articulados à instituição. O resultado foi a catalogação de 195 novos projetos às ações do decanato. “Com isso, percebemos, naturalmente, uma ampliação das nossas fronteiras”, pontua a decana Olgamir.

 

Para ter elementos que subsidiem o aumento do alcance de suas políticas, o Decanato de Ensino de Graduação (DEG) também procurou conhecer melhor o seu público, por meio do Fórum Permanente de Planejamento e Estratégias na Graduação, realizado desde janeiro junto a coordenadores de cursos. Ao longo de 2017, foram oito encontros, com intuito de discutir temas como evasão, disciplinas com alto índice de reprovação, reformulação de processos de reintegração e novas abordagens de ensino.

Decana Cláudia Garcia afirma que Fórum Permanente de Planejamento e Estratégias na Graduação foi fundamental para desenvolvimento de políticas pelo DEG. Foto: Luis Gustavo Prado/Secom UnB

 

A expectativa é de que o material gerado a partir dos encontros resulte em bases para iniciativas do DEG em 2018, além de já ter sido utilizado no planejamento institucional para o quinquênio 2018-2022. “A partir dessas discussões, também pretendemos reestruturar o próprio fórum, fazendo dele um espaço cada vez mais aberto a contribuições de quem vive o dia a dia da academia”, afirma a decana Cláudia Garcia. Devem ser incluídos novos eventos, palestras e debates. 

 

INTEGRAÇÃO Reunir e dar voz a todos os públicos também foi objetivo do DEX em 2017. O ano abarcou a XVII Semana Universitária(SemUni), que recebeu 433 propostas de ações – cem a mais que em 2016 – para aproximar a comunidade externa do que é produzido na academia. Ao todo, a programação contou com 18.070 inscritos e a vinda de 2.300 alunos de escolas públicas aos campi da UnB – aumento de 610 pessoas em relação ao ano anterior. 

 

“Foi um momento muito rico, em que grandes questões da atualidade foram abordadas”, avalia Olgamir. Entre os assuntos debatidos, foram abordados temas como gênero, segurança e drogas. “Tivemos oportunidade de travar debates para construção de pensamento crítico, que conduza a reflexões acerca da Universidade”, diz a decana, que também ressalta a participação dos técnicos administrativos atuando como coordenadores de atividades na SemUni.

 

Entre as iniciativas do DEG para agregar diferenças e dar subsídio à permanência de estudantes na Universidade, foram lançados o projeto Raízes, de acolhimento a alunos oriundos de comunidades indígenas e estrangeiros, refugiados ou ingressos pelo PEC-G, e o edital Conexão: pesquisar e desvelar a UnB, para selecionar propostas que subsidiassem políticas de enfrentamento a evasão e retenção na UnB, promovendo igualdade de oportunidades e melhoria do desempenho acadêmico. Ambos foram frutos de discussões do fórum de coordenadores.

 

O primeiro ano de gestão também teve como destaque a retomada do vestibular indígena, que ofertou 72 vagas para ingresso em 2018. As oportunidades foram distribuídas entre os campi de Ceilândia, Planaltina e Darcy Ribeiro, em cursos escolhidos de acordo com a sugestão dos próprios indígenas.

 

“Procuramos desenvolver melhor acolhimento e recepção de todos estes estudantes, para que tenham percursos acadêmicos de sucesso”, reforça Cláudia, que encara como grande desafio para os próximos anos a diminuição de índices de evasão, isto é, do número de alunos que saem da Universidade antes de concluírem os cursos para os quais foram admitidos. Um dos caminhos para a solução do problema, segundo a decana, é analisar a fundo as políticas de ingresso e de permanência na instituição.

 

Para estender a influência e as contribuições da UnB a regiões administrativas do Distrito Federal, integrando essas realidades à academia, o DEX intensificou ações de extensão na Cidade Estrutural. "Nossa ideia é organizar o que a Universidade já realiza na região e promover articulações para consolidar a presença institucional no local”, informa Olgamir. Em 2018, ela espera a plena afirmação do polo de extensão na Estrutural, abrindo caminho para uma unidade da UnB no local. A inspiração vem dos exemplos de Ceilândia, Gama e Planaltina, que hoje são campi, mas começaram como polos de extensão, na década de 1980.

Semana Universitária serviu de ponte para novos planos do DEX em 2018. Foto: Beto Monteiro/Secom UnB

 

“Apesar do contexto político-econômico atual pressionar as universidades federais a um encolhimento e uma volta para dentro, as ações de extensão representam resistência e movimento de expansão para fora”, avalia a decana, indicando como desafio da pasta para o próximo ano vencer o cenário de corte de recursos em prol da promoção de saberes e conhecimentos diversos, por meio da expansão física da Universidade.

 

INTERNACIONALIZAÇÃO – Ao longo de 2017, DEG e DEX contribuíram não apenas para o fortalecimento das comunidades docente, discente e de regiões geograficamente aproximadas, mas também para intensificar as relações da UnB com o exterior, por meio da troca de conhecimentos proporcionada por cientistas e pensadores estrangeiros que vieram à Universidade neste ano. 

 

Durante a XVII SemUni, o neurocientista estadunidense Carl Hart, o diretor de Ensino Superior do Uruguai, Rony Corbo, e o representante do ministério da Educação da Noruega Sture Berg Helgensen interagiram com a comunidade universitária. No mês seguinte, o sociólogo português Boaventura de Sousa Santos veio ao campus Darcy Ribeiro ressaltar a importância da extensão para o futuro da universidade pública. Além de ministrar palestra, o professor participou do lançamento do Programa Intercultural de Extensão.

 

O projeto tem início de execução previsto para 2018 e contempla três grandes ações: formação intercultural de lideranças, fórum para compartilhamento de saberes e posterior sistematização do que foi desenvolvido, para publicação. A proposta envolve o Instituto Coimbra, capitaneado por Boaventura, a Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso) e outras universidades brasileiras.

 

E o impacto das ações do DEX para os objetivos de internacionalização da Universidade ao longo do ano não para por aí. A residência artística lançada pela Casa da Cultura da América Latina (CAL) contou com mais de cem inscrições. Segundo Olgamir, a iniciativa deve ser entendida como um trabalho emblemático, no qual "países latino-americanos se aproximam por meio da cultura, de forma a travar diálogo entre povos e grupos sociais".

 

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