INTERNACIONALIZAÇÃO

Parceria é o oitavo acordo de cooperação entre chineses e Universidade de Brasília

 

Du Chengming, vice-presidente acadêmico e internacional da Guangdong University of Finance & Economics assina o memorando de entendimento firmado com a UnB. Foto: Beto Monteiro/Secom UnB

 

Após cuidadosa elaboração, a UnB e a Guangdong University of Finance & Economics(GDUFE) firmaram memorando de entendimento. Com vigência de cinco anos (2018 a 2023), o acordo estabelece que as universidades se propõem a desenvolver programa de mútua cooperação e intercâmbio acadêmico, científico e cultural.

 

O termo foi assinado em solenidade ocorrida na sexta-feira (21), no Salão de Atos da Reitoria, no campus Darcy Ribeiro. Representando a reitora Márcia Abrahão na cerimônia, a decana de Pós-Graduação (DPG) Helena Shimizu acredita que o acordo é mais um importante passo para a internacionalização, que tem sido uma das prioridades da instituição.

 

Entre as ações previstas pelo memorando estão intercâmbio de professores, estudantes, especialistas, técnicos administrativos e elaboração de programas de pesquisa. Para que a cooperação ganhe forma, um dos compromissos das universidades é a promoção do estudo idioma, da literatura e da cultura dos respectivos países.

 

Compondo a mesa de assinatura do termo, a professora e diretora da Assessoria de Assuntos Internacionais (INT), Sabine Gorovitz, reforçou que parceria é de grande relevância para o Brasil. “A China está na vanguarda em várias tecnologias. Além disso, o país tem melhores soluções para problemas que temos em alguns setores nacionais”, disse. De acordo com Sabine, a cooperação pode ser uma porta de entrada para outras parcerias. Há conversações, por exemplo, sobre a implantação futura de graduação dupla entre as universidades.

 

Chefe da comitiva chinesa que esteve na UnB para assinar o acordo, o professor Du Chengmin, vice-presidente acadêmico e internacional da GDUFE, comentou que a China está em momento de promover internacionalização do ensino. Além disso, destacou que o Brasil é uma nação com grande proximidade com o país, em especial em razão do agrupamento BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), que estabelece coordenação política e cooperação econômico-financeira.

 

O docente Du Chengming ressaltou que a visita à UnB também propiciou a discussão de oportunidades de bolsas de estudos e de emprego na China. Outro objetivo da comitiva foi convidar representantes da UnB para participar da First International Forum of China-Latin American Countries on Taxation Issues, que acontece em novembro, em Guangzhou. Há planos de realizar uma segunda edição do evento na Argentina, em 2019.

 

CRITÉRIOS – O memorando assinado estabelece que um dos critérios de seleção dos estudantes para o intercâmbio é o bom domínio do idioma oficial do país sede da instituição anfitriã. Os intercâmbios ocorrerão sem custos para as pessoas participantes.

 

Segundo a representante do Instituto Confúcio na UnB, Lijuan Wang, a comunidade universitária tem demonstrado crescente interesse em aprender mandarim. A sede do instituto na UnB tem recebido cerca de 600 estudantes por ano. “O instituto também oferta cursos de verão e bolsas de estudo para brasileiros estudarem na China”, destaca Lijuan. 

Solenidade de assinatura do memorando de entendimento. Foto: Beto Monteiro/Secom UnB

 

“A China já é o maior parceiro comercial do Brasil, de forma que há grande interesse de investidores chineses no Brasil e de investidores brasileiros na China”, descreve o professor José Márcio Carvalho, chefe do Departamento de Administração (ADM) da Faculdade de Administração, Contabilidade, Economia e Gestão de Políticas Públicas (Face).

 

Ele esteve presente na gênese do acordo e acredita que o intercâmbio será muito benéfico para estudantes de graduação da UnB. “Terão uma experiência no exterior não tão comum no Brasil”, considera. Segundo o docente, o próprio aprendizado da língua já será um diferencial. Carvalho adianta que já existem professores da Face interessados em embarcar no intercâmbio.

 

Professor do ADM, Pedro Albuquerque explica que a parceria Brasil-China será oportunidade para os estudantes da Face conhecerem os sistemas de métricas, financeiro e administrativo adotados na China. “Aqueles das disciplinas de Finanças Internacionais, por exemplo, terão a experiência de conhecer as práticas financeiras e econômicas da China”, comentou.

 

RELAÇÕES – Atualmente, a UnB tem outros sete acordos em vigor com a China: ErasmusMundus Joint Degree (mestrado em Economia da Globalização e da Integração Européia), na Universidade de Xiamen; Instituto Confúcio - Matriz; South China Normal University; Universidade de Línguas Estrangeiras de Dalian; Universidade Normal de Nanyang; Universidade de Macau; e Universidade de Minzu.

 

De 2012 a 2017, os estudantes brasileiros que partiram para intercâmbio na China foram das áreas de Antropologia, Direito, Arquitetura, Engenharia, Transporte, Gestão Ambiental e Gestão de Políticas Públicas. Já os estudantes chineses que a UnB recebeu, no período de 2013 e 2014, foram dos cursos de Sociologia e Letras-Português.

 

SAIBA MAIS – Especializada em Economia, Gestão e Direito, a GDUFE fica em Guangzhou, capital da província de Guangdong. Localizada no sul da China, a província tem experimentado crescimento econômico exponencial e tem a quarta maior população urbana do país, com 12.683 milhões de pessoas.

 

Fundada em 1983, a GDUFE adota abordagem multidisciplinar. Com 1.600 pessoas integrando a equipe de professores e funcionários administrativos e mais de 25 mil estudantes em tempo integral, 55 cursos de bacharelado e 40 programas de mestrado, a instituição está listada como líder de programas acadêmicos e de pesquisa de alta qualidade no sul da China.

 

Além disso, tem investido esforços na internacionalização, firmando parcerias com mais de 70 universidades e agências educacionais na América do Norte, Europa, Oceania e vizinhos asiáticos. A UnB inaugura as parcerias com a América Latina. Há expectativas de serem estabelecidas parcerias com outros países da região.

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