8 DE MARÇO

Elas são maioria dos estudantes ativos e quase a metade dos docentes da UnB. Conheça aquelas que fazem o ensino na instituição

Em celebração ao Mês da Mulher, a Secretaria de Comunicação (Secom) da UnB publica uma série para homenagear aquelas que contribuem para fortalecer o ensino, a pesquisa, a extensão e a gestão da instituição durante a pandemia de covid-19. A primeira matéria resgata a importância da presença feminina na educação para promoção da diversidade de pensamento e incentivo à formação discente nas diferentes áreas do conhecimento.

Março é o Mês da Reflexão na UnB. A Universidade promove, em parceria com o Instituto Federal de Brasília (IFB), programação  com foco nas mulheres ao longo do mês. Clique aqui para saber mais. Arte: Ana Grilo/Secom UnB

  

Na Universidade de Brasília, dos 39.361 estudantes ativos da graduação, 20.040 são mulheres (50,9%). Já entre docentes, elas representam 45,2% (1.178 mulheres) dos 2.605 professores da instituição. Apesar de serem quase metade dos educadores da UnB, esta representatividade não está garantida em todos os cursos.

 

“A área da matemática tem baixa representatividade feminina e este cenário se acentua à medida que avançamos na carreira. Isso é muito prejudicial, pois é importante termos diversidade em todas as esferas, para que possamos promover uma ciência de qualidade”, explica Jaqueline Mesquita, professora do Departamento de Matemática (MAT).

 

Premiada em 2019 pelo Programa Para Mulheres na Ciência, a docente acredita que é preciso incentivar a permanência de universitárias nos cursos de graduação para garantir que elas, enquanto futuras profissionais, também contribuam para promover a diversidade no contexto do ensino. “Quando se tem diversidade, temos mais eficiência, pois ela traz diferentes olhares voltados para um mesmo problema. Portanto, é necessário e urgente pensarmos em iniciativas para que as nossas alunas permaneçam nos cursos e sigam adiante em suas carreiras”, defende.

 

Além de dar aulas, Jaqueline Mesquita busca sempre estimular que mais estudantes sigam o caminho da matemática. Em 2018, ela esteve à frente do I Seminário Mulheres na Ciência da UnB, e em 2019, participou da organização do Encontro Brasileiro de MulheresMatemáticas, eventos que reafirmam a importância da participação feminina na produção do conhecimento.

 

Este ano, a docente contribuiu na concepção das atividades do II Seminário Mulheres na Ciência daUnB, que desta vez ocorre on-line ao longo de março, com transmissão ao vivo no canal da UnBTVno YouTube. A iniciativa integra a programação do Mês da Reflexão, que contará com ações diversas, promovidas junto com o Instituto Federal de Brasília (IFB), para marcar o mês dedicado às mulheres.

 

>> Saiba mais: UnB e IFB realizam programação unificada em março em alusão ao Mês da Mulher

A professora do Departamento de Matemática (MAT) Jaqueline Mesquita busca sempre estimular que suas estudantes sigam carreira na área da matemática. Ela está na organização do II Seminário Mulheres na Ciência. Foto: Beto Monteiro/ Secom UnB

 

ELAS FAZEM A DIFERENÇA – A interação entre professoras e alunas no ensino não só traz como resultado um ambiente acadêmico acolhedor às especificidades femininas, como incentiva que questões de gênero sejam problematizadas durante as aulas e no dia a dia das discentes. A diversidade de gênero na educação também tem importante impacto na produção acadêmica.

 

Beatriz de Carvalho é estudante de graduação em História. Já na reta final do curso, ela pretende se formar com um trabalho de conclusão que fala sobre mulheres. “Na minha pesquisa, procuro elucidar como era a fragilidade da experiência de maternidade de mulheres no século XIX, especialmente no contexto após a promulgação da Lei do Ventre Livre. Procuro recuperar os desafios de ser uma mulher escravizada e mãe neste período”, conta.

 

A estudante concorda que a inclusão de mulheres nos quadros docentes da Universidade estimula as discentes a seguirem adiante na trajetória acadêmica. Ela ressalta, ainda, que a maior presença feminina em seu curso também ajuda a contar a história do país com outros olhos.

 

“A minha pesquisa surge principalmente por uma questão de eu enxergar que, em algumas narrativas que eu lia na graduação, a mulher negra pertencia a um não-lugar dentro dessas histórias. Ter, então, professoras ao nosso redor faz toda diferença. Eu não conseguiria realizar a minha pesquisa se eu não conseguisse achar alguém no meu departamento que acreditasse nela, e esse foi o papel da professora Ana Flávia Magalhães Pinto, que é minha orientadora”, conclui.

 

A UnB QUEM FAZ É A GENTE – A programação do Mês da Reflexão também integra as ações institucionais no âmbito da campanhaA UnB quem faz é a gente. A estratégia de comunicação busca reconhecer, valorizar e incentivar a atuação coletiva na superação dos desafios no atual momento de pandemia de covid-19, bem como reunir informações sobre iniciativas, programas e serviços para orientar os segmentos universitários nestes novos tempos.

 

>> Conheça a campanha e saiba como se engajar 

 

O enredo valoriza o componente humano, maior riqueza da UnB. E invoca o princípio de que a Universidade é feita por gente e para gente. Por isso, o cuidado com a vida e com o bem-estar das pessoas é o que conduz a instituição.

 

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