TROCA DE EXPERIÊNCIAS

No último dia de agenda, reitores do Brasil, de Portugal e da Espanha conheceram os modelos e políticas praticadas pelas três principais agências brasileiras de fomento à pesquisa e pós-graduação 

A mesa de abertura contou com a presença da presidente da Capes, Mercedes Bustamante, e da reitora da UnB, Márcia Abrahão, que destacou a importância do encontro de universidades brasileiras com instituições portuguesas e espanholas e da participação da Capes nesse evento. Foto: Raquel Aviani/Secom UnB

 

Três dias de intensa agenda e muita colaboração em prol da qualidade da educação superior do Brasil, de Portugal e da Espanha. Assim foi a agenda do XXIIEncontro de Reitores do Grupo Tordesilhas, organizado pela UnB, de 5 a 7 de novembro.

 

No último dia de evento, os 55 reitores debateram modelos e políticas de internacionalização para a pós-graduação, na sede da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). A mesa Modelos e Políticas de Internacionalização para a Pós-Graduação, Pesquisa e Inovação reuniu os representantes das três principais agências de fomento à pesquisa e pós-graduação no Brasil.

 

“Em 1953 eram concedidas 30 bolsas. Hoje, após 72 anos, a Capes financia cerca de 100 mil bolsistas na pós-graduação e 90 mil na formação inicial e continuada de docentes”, salientou a presidente da agência anfitriã, Mercedes Bustamante.

 

A gestora falou sobre a história da Capes e apresentou dados que ajudam a traçar o panorama atual da internacionalização no Brasil. São 6.637 bolsistas no exterior, 50 países parceiros e 48 acordos de cooperação. Entre os desafios está a capacidade de recepção do país, que recebe cerca de 10 mil pesquisadores de outras nacionalidades.

Da esquerda para a direita, o presidente do Confap, Odir Dellagostin; a presidente da Capes, Mercedes Bustamante; e o diretor científico do CNPq, Olival Freire Jr. Foto: Raquel Aviani/Secom UnB

 

“Precisamos discutir a internacionalização de mão dupla. O Brasil tem dimensões continentais, biomas variados, temáticas interessantes de pesquisa e instituições consolidadas. Por que continua tão pouco atrativo para receber pesquisadores estrangeiros?”, questionou Mercedes.

 

Em fala concisa, o diretor científico do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Olival Freire Jr, apresentou uma reflexão sobre a internacionalização ao longo dos anos e destacou como desafios a deficiência de multilinguismo no Brasil e a falta de qualidade no ensino básico de outros idiomas, além da necessidade de um regime mais enérgico de internacionalização.

 

“Estamos a dever uma política agressiva de internacionalização. Temos duas iniciativas que foram implementados durante as turbulências políticas, sem serem feitas correções de rumo”, pontuou. “Tenho dúvidas se necessitamos de um terceiro grande projeto unificado ou se esse desafio deve ser enfrentado pela intensificação da diversidade de acordos”, refletiu Olival.

 

Já o presidente do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), Odir Dellagostin, apresentou as principais ações conduzidas pelo órgão, que congrega as 27 Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa. “Temos vários acordos com instituições internacionais, que nos permitem promover ações conjuntas, facilitando a relação com outros países”, explicou.

 

Ainda como parte da programação, os participantes foram divididos em seis grupos para uma dinâmica, com o objetivo de debater desafios e soluções para maior equilíbrio nas relações multilaterais. As ideias e contribuições serão consolidadas e repassadas aos participantes do evento.

 

EVENTO – A conferência inaugural do encontro de reitores contou com palestra do professor da Universidad de Valencia (Espanha) José Manuel Pastor, que abordou os impactos sociais e econômicos da universidade nas regiões. Ele apresentou a análise de dados relacionados ao sistema universitário público valenciano, comtransmissãoao vivo pela UnBTV.

 

No mesmo dia, à tarde, a primeira mesa do evento debateu o tema central: Universidade e Inclusão Social, com representação dos três países.

 

Já na terça-feira (7), à tarde, houve a apresentação dos Colégios Doutorais do grupo e o encerramento, que ficou a cargo da reitora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Sandra Goulart, que debateu o tema: Universidades, Desenvolvimento Socioeconômico e Internacionalização.

 

Finalizando os trabalhos, ocorreu ainda uma sessão de encerramento na embaixada de Portugal, com a participação de Rui Vieira de Castro, reitor da Universidade do Minho (Portugal) e novo presidente do Grupo Tordesilhas.

 

Assista à íntegra do encontro na CAPES:

 

 

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