INTERNACIONALIZAÇÃO

Iniciativa estimula discussão sobre obras de autores estrangeiros. Discentes vinculados estiveram este mês na Jornada Mundial da Juventude, em Portugal

Estudantes reunidos no Seminário Maior de CoimbradaJornada Mundial da Juventude 2023, em Portugal. Foto: Arquivo pessoal

 
Estudantes de graduação e de pós-graduação da Universidade de Brasília levaram conhecimentos sobre literatura ao exterior durante a Jornada Mundial da Juventude 2023 (JMJ), realizada de 1 a 6 de agosto em Lisboa, capital de Portugal. Eles são integrantes do projeto de extensão Uma jornada literária inesperada: Leituras orientadas de J R.R Tolkien e amigos, que estimula discentes e comunidade a imergir no universo da leitura. 

A iniciativa, promovida pelo Instituto de Letras (IL) da UnB desde o primeiro semestre de 2023, reúne estudantes em encontros semanais para ler e discutir a respeito das obras literárias do escritor italiano Dante Alighieri e do autor da saga O Senhor dos Anéis, J R.R Tolkien.

“O impacto prático é mostrar que a leitura é algo possível, acessível e necessário para os estudantes e a comunidade”, destaca padre Cássio Dalpiaz, mestrando em Literatura na UnB e coordenador da iniciativa junto ao professor do Departamento de Teorias Literárias e Literaturas (TEL) Willian Biserra.

Discentes e professores caracterizados como personagens das obras de J.R.R. Tolkien para debates literários, na Jornada Mundial da Juventude 2023. Foto: Arquivo pessoal


Na Jornada Mundial da Juventude, os discentes puderam participar de discussões literárias com universitários estrangeiros relacionadas ao tema de pesquisa do projeto. "A comunicação com as instituições de ensino se deu pelo tema da literatura e da espiritualidade, para dialogar com as propostas da Jornada Mundial da Juventude. O contato foi frutífero para ação e as experiências foram ricas para todos os participantes", comenta William Beserra.


“A JMJ oportuniza aos jovens o contato com o mundo. Eles são enviados com a missão de poder falar sobre a literatura como meio de congregação. Além disso, motiva a leitura entre eles e junto a quem os encontre”, completa o docente.

Para arrecadar o valor necessário da viagem, os estudantes organizaram cafés literários e venderam rifas. Também houve articulação com a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade de Coimbra para a ida.

O professor William Biserra acredita que iniciativas como esta são importantes para que a comunidade saiba o que está sendo pesquisado dentro da Universidade, além de fortalecer a internacionalização do Programa de Pós-Graduação em Literatura (Póslit/IL/UnB).

ASAS À IMAGINAÇÃO – O projeto de extensão envolve 40 alunos de diferentes cursos, como Direito, Medicina, Ciências Políticas e da Computação, e teve origem a partir das atividades do grupo de pesquisa Literatura e espiritualidade, do Póslit.

 

As ações do projeto, realizadas em parceria com outras instituições, vão além do campus Darcy Ribeiro: também são realizados eventos em diferentes regiões administrativas do Distrito Federal para discussão de obras literárias.

Professores Margarida Miranda, da Universidade de Coimbra (à esquerda); Fabiana Klautau, do Colégio Catamarã; Nuno Santos, da Universidade Católica Portuguesa; e padre Cássio Dalpiaz, coordenador adjunto do projeto de literatura (à direita), no Seminário Maior de Coimbra. Foto: Arquivo pessoal

 

A discente da licenciatura em Letras-Francês Mayra de Jesus Souza foi convidada a participar pelo padre Cássio quando pensava em abandonar a Universidade. A estudante relembra como as idas aos encontros a estimularam a permanecer na UnB. Ela ressalta, ainda, o incentivo que recebeu para criar o hábito de leitura e aprofundar seus conhecimentos no campo da literatura. 

 

“Enquanto eu estava lendo textos científicos, preparando seminários, os textos que eu lia no projeto tinham outro peso, é uma experiência diferente”, descreve Mayra, que considera a ação libertadora.

 

“A literatura dá abertura à imaginação, que muitas vezes é descartada dentro do ambiente acadêmico”, avalia a estudante.

 

Mayra menciona a imersão literária utilizada durante as aulas pelos professores como um aspecto positivo, e aponta que os momentos vivenciados no projeto contribuem para a sua formação profissional. Ela deseja aplicar o que aprende em seu futuro trabalho na docência.

"É interessante estar em um grupo onde todos têm uma noção do que se trata o texto e partilham seus conhecimentos. Eu levaria isso, com certeza, para sala de aula. Primeiro, porque é a minha área e eu vejo que tem resultado. Os alunos que sequer leram algum livro têm a oportunidade e a experiência de ler e compartilhar com outras pessoas”, salienta a estudante. 

Sobre os encontros fora da UnB, Mayra considera ser importantes por oferecerem uma chance à sociedade de conhecer o projeto e de expandir o alcance da literatura. Além disso, acredita que é uma possibilidade de incrementar o aprendizado adquirido em sala de aula e ir além do conhecimento acadêmico.

 

*estagiária de Jornalismo na Secom/UnB.

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